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Saber do que aparentemente está dentro, saber interpretativo, psicanálise do meu inconsciente, que não é racional. Interpretação das minhas representações, o decifrar de um enigma que aparentemente é só meu.

Saber do que aparentemente está fora, saber racional, filosofia que raciocina o conhecimento, o mundo, a vida, o pensar.

Saber do que aparentemente está dentro e fora ao mesmo tempo, aqui e agora, um saber que não é racional nem interpretativo, é o saber da percepção das coisas assim como são. Meditação zazen que observa em silêncio sem, sem análise, sem julgamento, sem racionalizações, só observar, pleno observar.

Saber do que aparentemente está além do que é humano, saber espiritual, que transcende o concreto e o material, que transcende meu inconsciente individual, que transcende a razão, que transcende até mesmo a percepção. Saber do mundo invisível. Saber que aparentemente está em todas as religiões. Mas aparentemente está além delas também.

São todas formas diferentes de permitir-se saber, de buscar o saber. São formas de lidar com o universo e comigo mesma enquanto ser participante de tudo que existe, implicada no processo do surgir incessante.

Eu sei exatamente onde estou e o que estou fazendo, pela primeira vez na vida.

Nhém, nhém, nhém, estou enxergando o mundo pela primeira vez, o mundo é a possibilidade, o mundo é a possibilidade de saber-ser, de saber-estar.

Nhém, nhém, nhém, estou abraçada com todas as incertezas do mundo, beijando o não-saber na boca.

Nhém, nhém, nhém, infinitos mestres a todo momento me dão a honra de me ensinar, eu agora posso aprender.

 

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