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Imagem: Witches around the Fire by Paul Ranson

Hoje eu noto que tem uma grande demanda da sociedade para as pessoas “saírem do armário”, quase como que uma obrigação. Ou um rito de passagem. Você assume quem é e parece que a sociedade se tranquiliza, relativamente falando, em relação a você, vamos assim dizer, porque uns podem passar a te odiar com razão e outros, amar com motivos. Ou apenas sossegar porque agora você tem um rótulo definido para a sua “perturbação”.

–  ” Ah! Era isso, el@ era gay. Eu sabia! Nunca me enganou!” E tudo ganha uma pseudo-normalidade porquefoi encontrada uma “explicação” (???).

Ou ainda seus pares, seu semelhantes, vamos colocar dessa forma, te acolhem com alegria e você passa a pertencer, ganha uma nova família, e tudo ganha também uma pseudo-normalidade.

Eu digo pseudo-normalidade porque embora haja um alívio momentâneo em função da definição de um rótulo, e isso apazígua os ânimos de todos relativamente e brevemente, muitas vezes o inferno começa nesse momento. Porque quem saiu do armário passará a lidar com uma nova realidade, que envolverá não só a perda da “realidade” anterior, como muitas outras perdas. Perdas identitárias, perdas de referenciais. E perdas de afeto porque na maior parte das vezes ocorre muita não-aceitação da própria família ou grupo de convivência, etc. Obviamente terá também seus ganhos, novos ganhos identitários e referenciais, e novos ganhos afetivos, cada um os seus.

Esses dias eu vi uma manchete de reportagem, e não pude ler. Estava escrito: “O Direito ao Armário”. Imagino que o texto discorra sobre o direito de não ter que se posicionar publicamente quanto à sua orientação sexual, identidade de gênero, etc quando essas coisas diferem de alguma forma do seu sexo biológico.

Eu NÃO LI… MAS GOSTEI… por um lado. Porque eu acredito que as pessoas ainda tenham direito à uma privacidade, se assim o quiserem, e não se expor não significa necessariamente medo ou covardia, mas apenas que a pessoa não quer “colocar isso na roda” da boca pequena. Acredito no direito a essa privacidade, tendo elas “resolvido” sua sexualidade e “definido” sua afetividade de uma forma ou de outra, e também não tendo nada certo ainda sobre isso. Eu não compreendo muito bem ainda essa necessidade de fazer o mundo saber essas coisas que pra mim são de foro íntimo. Estou procurando entender.

Se for pelo lado de não ter vergonha de ser quem a gente “realmente É” ou *realmente ESTÁ naquele momento*, isso eu compreendo e concordo, se a questão é uma liberação ou libertação da opinião errônea que podem ter de nós e tentativa de viver uma verdade mais do que sofrer vivendo uma mentira. Eu acho maravilhoso.

Se for pelo lado de apresentar para si e para o mundo uma certeza sobre quem a gente acredita ser, isso já me confunde, já entra no campo do questionamento, porque até agora tudo que aprendi é que a gente nunca pode ter certeza de quem somos, nem de quem o outro é. Todos os dias eu me surpreendo comigo e com os outros, é uma grande aventura da incerteza, que é minha temática atual e também muito antiga, porque tudo que é hoje, amanhã já pode ser outra coisa, e na maioria das vezes sim, tudo se torna outra coisa rapidamente. Inclusive essa impermanência do ser e de tudo que o cerca é a grande causa do sofrimento humano, especialmente se a gente tenta fazer algo permanente em nossas vidas, tentar agarrar algo que está fadado à modificação.

Apegar-se com o que não é permanente. Quem nunca?

Algumas pessoas já me sondaram, tentando me decifrar. E outras até já me cobraram “sair do armário”. Esta semana uma pessoa que está desabrochando, vamos assim dizer, me ofereceu ajuda para o caso de eu querer sair do armário como bissexual.

Então a pessoa partiu do pressuposto que eu não só sou bissexual mas como tenho certeza disso a ponto de precisar de “ajuda” para realizar esse processo.

Vamos lá.

No momento a única *ajuda* que preciso realmente é do meu analista. Já quis muito ser ajudada, cuidada, mimada, protegida, e tudo o mais que envolve essa temática da fragilidade, da vulnerabilidade, da incapacidade de tomar conta de si mesma, ser indefesa, etc. Mas hoje não mais.

Não que a gente não precise dos outros, precisa sim. E muito. Do primeiro banho até a hora que alguém nos veste para nosso próprio enterro, a gente precisa dos outros. E entre essas duas coisas a gente precisa das pessoas que plantam o que a gente come, que nos ensinam as coisas, que cuidam da nossa saúde e mil outras situações que vão se imbricando umas com as outras em mil redes e enredos, de tal forma que pra eu ter chegado até aqui eu precisei de tudo que existiu antes de mim e durante comigo.

Então precisamos dos outros mas ajuda para dizer pro mundo quem sou, no âmbito afetivo e sexual, eu realmente não preciso neste momento. Amanhã posso acordar diferente, mas no momento me sinto bem capaz de me “assumir” em qualquer aspecto da minha vida, e não só nesse. Digo isso porque o processo do amadurecimento está relacionado com responsabilizar-se por si e pelas próprias questões, tantos as internas quanto as que levamos para transitar pela sociedade, se é que há realmente uma separação entre elas, acredito que não.

Eu me sinto que já me responsabilizo bastante pelo meu ser/estar no mundo, embora falte ainda algumas coisas, como por exemplo ser capaz de se sustentar financeiramente, mas eu estou fazendo o que posso para levar a termo as formações profissionais que estou gestando. E isso está no meu processo e sendo trabalhado há anos.

Quanto à ser bissexual, já faz tempo que aprendi em psicanálise que todos nascemos bissexuais e que depois, através da existência e seus processos, vamos elegendo os nossos objetos de afeto e desejo, por vários, inúmeros mesmo, motivos. Uns podem ficar com isso sempre na mesma temática, quer hetero, quer homossexual, enquanto outros podem flutuar nisso ao longo da  vida, sem necessidade de manter em um posicionamento rígido. SE É que entendi direito.

Uns ficam bem com isso, e outros sofrem muito por não encontrar uma certeza e uma definição de si. Outros, não poderão sequer aventar a possibilidade de que de alguma forma todo mundo é bissexual, e vão se agarrar com suas certezas, quer seja heterossexual, quer seja homossexual, quer seja alguma das outras 483 terminologias para os tipos de sexualidades que existem hoje que não a do binário normativo (é assim que fala?) E tudo será ou não sofrimento dependendo da significação que tem na sua mente o fato de possuir ou não uma sexualidade/afetividade “diferente” do “padrão” binário.

A quantidade de terminologias que tem hoje para descrever um posicionamento afetivo “diferente” desse “padrão” hipotético, para mim já está num nível de sintoma social, se é que eu posso chamar assim. Uma riqueza de detalhes que eu não sei se faz diferença ao ser enquanto ser, me parece um empilhamento de rótulos na tentativa de estabelecer certezas e definições. Mas posso estar errada, na verdade isso é o que me parece como leiga, eu nunca estudei isso a fundo a verdade.

Para mim o caminho não seria criar nomes e mais nomes para dizer por exemplo se você nasce homem, mas prefere viver sua representação como mulher e ainda assim gostar de dormir com uma mulher. E tantas outras combinações dessas variações, inclusive das funções fálicas ou nutritivas e acolhedoras que realmente eu acho que as pessoas vão ficar loucas tentando nomear o que não tem nome. Eu fico com as letras das músicas do Chico, O que será?

Para mim o caminho de libertação seria não ter nome nenhum, nem mesmo o nome de heterossexual. Eu gostaria melhor que todo mundo apenas fosse simplesmente gente. Indefinidos. E assim sendo, ninguém ficaria procurando rótulos no outro. E todos mundo poderia simplesmente gostar de quem quiser, dormir com quem quiser, se vestir como quiser, desta forma tornando isso algo tão normal que não fosse uma grande questão. Pra mim, quanto mais nomeiam, pior fica, atrapalha mais a criação de um senso de unidade nas pessoas.

As pessoas perdem um grande tempo da sua vida tentando ter certeza de quem os outros são e de quem elas mesmas são. Se tudo isso fosse 100% incerto, tanto no sexo biológico, como na identificação de gênero como na orientação sexual, as pessoas não precisariam sofrer por isso nem odiar por isso porque não existiria ninguém “diferente”, todo mundo incertamente igual na possibilidade generalizada de tudo ser possível. Tudo seria possível, portanto aceito. Assim, todos poderiam focar em outras coisas mais urgentes como preservar a espécie.

Voltando à bissexualidade. Sendo todos, em *hipótese*, ou ainda, inicialmente bissexuais e posteriormente potencialmente livres para continuar assim ou eleger (inconscientemente) determinados objetos afetivos temporariamente ou mantendo uma *aparente* constância na escolha inconsciente, eu estou tranquila sobre isso.

Que fique claro, que eu posso ser qualquer coisa, daí vem a minha tranquilidade. Nada me surpreende mais nesse momento da vida e da análise. Eu poderia ser qualquer coisa, em teoria, e isso não me assusta nem me choca.

Mas tenho que dizer que sobre minha vida afetiva ou prática sexual, a minha temática é outra. E isso até pode ser falado.

Por quê, veja, minha questão era descobrir o que havia “de errado” comigo de uma forma geral e não especificamente numa identidade afetiva ligada à uma especificação de sexualidade. Pra mim o problema foi muito maior que o sexualidade, mas muito mais do que isso e muito além disso. Pra mim não é tão simples assim. Tipo, “tá tudo ok comigo, só não sei se gosto de homem ou de mulher”.  Nunca foi nesses termos.

Enquanto todo mundo parece querer tirar o corpo do armário, o meu drama é tirar a mente da parede. Eu me sinto uma mulher emparedada. Para mim, sair do armário hoje é conseguir ler um livro até o fim. É conseguir ler vários livros até o fim e depois disso pensar algo novo e produzir um texto acadêmico, passar desta forma para a vida adulta, me formar na faculdade.

Sair do armário pra mim é ser uma mulher que tem diploma.

Esse rito de passagem é um fantasma que eu não consigo ultrapassar. Isso me incomoda infinitamente mais do que simplesmente pra quem eu vou dar minha vagina, se homem, se mulher. Por que eu gosto é de ser comida, não quero comer ninguém. Na minha cabeça, numa situação hipotética, se apagar a luz completamente e você não enxergar nada, se alguém estranho entra no quarto e te faz carinho, e você não souber quem é, o corpo responde, sem você saber se é uma mão de homem ou de mulher, ou outra terminologia. O corpo não sabe. Então nisso não tem drama.

Por isso para mim, no dia de hoje, (que fique claro, amanhã pode ser diferente) mas hoje sair do armário me parece pouco, porque não é só isso. Pra mim é mais como tirar a alma de uma garrafa tampada.  Tipo uma Jeannie é um gênio. Alguém libertar uma essência que foi aprisionada em forma de fumaça, que não tem forma nem consistência, nem densidade, presa à revelia à uma condição de encolhimento. Dali pode sair uma mulher bonita e que tem trânsito fora da garrafa, que tem poderes de realizar coisas maravilhosas.

Tem uma pessoa aprisionada em mim. Hoje, sair do armário, pra mim seria ir de biquíni na praia e não ficar com vergonha do meu corpo de mulher de 52 anos acima do peso, por exemplo.

Eu gosto de ter meus seios e minha vagina, não sinto desejo de me vestir de homem. Tenho vontade de usar scarpin vermelho e não posso porque tenho joanetes. Quem sabe sair do armário para mim seja operar os joanetes e usar o scarpin vermelho e um vestido vermelho de noite e dançar ballet durante o dia.

Eu tenho medo de emagrecer e meu seio ficar menor. Eu amo meu peitão. Não colocaria silicone, não precisa ser maior que isso, é assim natural. Mas não gostaria que ficasse menor.

E tenho medo de emagrecer e meu ventre ficar murcho. Já estou triste porque eu soube pelo médico que estou em plena menopausa e meus ovários estão atrofiados já, eu gostaria da minha fertilidade de volta. Não volta.

Tudo bem, então eu tenho que achar outra fertilidade. Escrever texto, plantar sementes e ver as plantas darem flores e frutos. E com meu peito dar amor acolhedor e nutritivo às pessoas que me cercam, amor doação.

São delusões da minha identidade de mulher.

Nem em sonho, até agora, nunca, eu quis ser homem ou ter pinto. Sei lá né, de repente eu faço mais 4 ou 5 anos de análise (porque vou continuar até morrer) e daqui meia década quero virar trans, sei lá, se acontecer, eu não tenho drama com isso.

Mas pra mim, sair do armário hoje é parar de depilar a vulva e desapegar da ideia que ter uma vagina de menininha vai fazer de mim alguém mais passível de amor ou mais desejável. Para mim, sair do armário é não ter medo de ser mulher que tem desejo, não ter medo de apresentar uma sexualidade adulta e plena.

Sair do armário é elaborar o problema de passar de criança patológica a mulher adulta num tempo em que nem menstruar mais eu menstruo. Onde vou achar essa mulher em mim? Espero que a reposição hormonal tenha um papel positivo nisso.

Minha temática de libertação é passar a não ter vergonha nem medo de ser mulher. Pra mim o equivalente de sair do armário, sexualmente falando, seria poder ter um orgasmo com a penetração, coisa que nem sei se existe, visto que pra mim a coisa só acontece com estimulação clitoriana. Será que nasci com defeito? É a pergunta que me fiz por tantos anos.

Sair do armário é deixar de ser café-com-leite na vida. Gente, eu era grande já e não dava conta do pique-pega, e eu fui café-com-leite no pique-pega até ficar mocinha.

Mas veja, isso tudo é tão particular. Que não tem necessidade de ser falado. No entanto a gente fala, pra que possa ser pensado que a questão para algumas pessoas é muito mais problemática que “sair do armário”. Não menosprezando isso, eu sei que pra alguns isso é um grande drama.

Pra mim, se eu um dia me “descobrir” homossexual e quiser namorar uma mulher, não será um bicho de sete cabeças. Eu não quero ter certeza de nada, deixa essa possibilidade em aberto, embora eu duvide hoje, só por hoje, que essa seja a minha praia.

No afã de “descobrir o que há de errado comigo” eu experimentei mulher, sexualmente falando e não achei nada que me despertasse para continuar essa prática. Mas isso não envolveu afetividade. Depois de muito tempo uma vez pensei estar apaixonada por uma mulher, mas não houve relacionamento algum, e na verdade eu vou te dizer, esta mulher era praticamente um homem, então eu percebo que o que me atrai é a masculinidade. E pra ser sincera eu era tão carente que eu poderia achar que estava apaixonada num poste se ele parecesse muito seguro de si. Porque o que me encantava eram as pessoas super seguras de si, certas de si mesmas, seguras, por conta da minha imensa insegurança… gostava das pessoas certas do que é exatamente certo e errado e com isso eu só atraí os narcisistas e aceitei muito mal-trato psicológico em nome de receber atenção e se sentir segura afinal alguém ali “sabia o que estava fazendo”.

Tudo isso se dissolveu quando “ter certeza” como forma de se sentir segura perdeu o encanto. Agora meu tesão é ter dúvidas. Por que meu lugar sempre foi o incômodo, eu faço perguntas demais e sempre foi esse um grande problema no trânsito por situações de grupo. Então agora pessoas que sabem tudo e tem certeza de tudo e querem tudo certinho me horrorizam muito, como representação de opressão, abuso verbal, e uso de falsidade para manutenção de posição de autoridade.

Agora eu gosto é de quem não sabe, de quem sabe que não sabe, que admite não ter respostas e que está buscando humildemente conhecer mais da vida sem a pretensão de saber tudo, ou de dar a última palavra ou de indicar a certeza de um caminho. Quanto mais certa uma pessoa acha que está, mais campo para a perversidade essa pessoa abre na própria vida e mais campo para sofrimento a pessoa abre na vida dos outros.

Gosto também de quem tem mais conhecimento que eu e que me transmite isso sem esmagar a minha psyche nem destruir minha auto-estima com a desculpa de “quebrar meu ego” em nome de me elevar espiritualmente.

Chegaram a achar que eu era masoquista, de tanto absurdo que aguentei por precisar de segurança, mas eu realmente não gosto de sofrer e procurei ajuda pra sair disso. Imagine que meu primeiro namorado, eu terminei com ele porque me deu um tapa na cara. Se eu gostasse de apanhar, teria ficado com ele. Esse papo de tapinha no bumbum na hora da relação, detesto. Vai bater na sra. sua genitora.

Então imagine que com 52 anos eu já investiguei tudo, ou quase tudo que FALARAM para mim que eu poderia ser, e investiguei o que eu pensei sozinha também, e nada aconteceu de significativo em termos de “se descobrir”, porque o meu problema é de outra natureza.

Se eu amadurecer e me tornar uma mulher plena, essa nova mulher terá outros dramas que eu desconheço completamente e não posso imaginar o que pode vir a ser, mas se for de natureza sexual, espero que ela esteja preparada para sustentar os desejos que aparecerem, sejam eles quais forem.

Então do que é que eu gosto afinal? Nesse ponto da vida eu vou ser bem sincera, estou com zero desejo sexual, os índices de hormônio devem estar bem baixos, eu já fiz o exames e tenho que voltar para pegar os resultados e ver a possibilidade da reposição. O ultrassom deu ovários atrofiados, completamente.

Eu gosto mesmo de pão com queijo derretido e coca-cola zero. ahahahahaha. Mas não estou comendo mais pão. Eu resolvi cuidar da saúde, não só pelo aspecto estético, mas pelo medo das consequências do sobrepeso daqui por diante, essas coisas como diabetes, pressão alta, colesterol, coisas que ainda não tenho, por pura sorte, porque abusei bastante da alimentação. Estou tentando me alimentar de um jeito que melhore minha qualidade de vida daqui pra frente. Estar com sobrepeso já compromete minha performance ao longo do dia em termos de cansaço, por carregar um peso extra.

Eu gosto de ir às aulas, isso é meu. Eu não falto, e sento na primeira fileira. Eu gosto de ler e estou com bloqueio de leitura,mas é assunto para outro post. Eu gosto de dar comida para os passarinhos e cuidar das plantas no quintal, isso cresceu em mim e foi ideia minha, porque antes as plantas morriam porque eu esquecia de colocar água. E agora está lindo o quintal.

Imagem: Albert_Joseph_Pénot_-_Départ_pour_le_Sabbat_(1910)

Eu gosto de ter cabelo comprido mas está muito curto, porque meu falso self acha que cabelo curtinho mantém o jeito de menina. Que se eu deixar o cabelo crescer eu vou ficar com cara de bruxa velha. Ora, mas é isso que vai acontecer. Assim que eu terminar de tirar a tinta, eu não vou mais pintar o cabelo. E ele vai crescer. Porque uma bruxa é o que eu quero ser. Uma bruxa Jeannie é um gênio, linda e que dança, com seus poderes de realizar coisas maravilhosas.

Ao sair da garrafa, quem sabe serei bacante, ou oceânide, ou jurema, posso ser a Bruxa de Abril*, posso ser a Belle de Jour, ninguém sabe.

Pessoas que acham que eu não encontrei o homem certo: saída pela porta à direita do quadro do Dali.
Pessoas que acham que eu não encontrei a mulher certa: saída pela porta à esquerda do mictório do Duchamp.

Pessoas que não se importam com a minha sexualidade, sente-se e tome um café, vamos ouvir uma canção:

 

 

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